VanGogh

23 Março 2008

AK: Vicent Van Gogh n’est pas?

VVF: Oui. Why aren’t you painting? To me this scene is beyond belief.
A scene that looks like a painting doesn’t make a painting. If you take time and look closely, all nature has its own beauty. And when that natural beauty is there, I just loose myself in it. And then, as if it’s in a dream, the scene just paints itself for me. Yes, I can some this natural setting; I devour it completely and hold. And then when I’m trough… the picture appears before me complete. But it’s so difficult to hold it inside…

AK: Then what do you do?

VVG: I work, i slave i drive myself like a locomotive!

Yume, Akira Kurosawa

19 Março 2008

Quem me dera que o teu sorriso químico fosse contagiante,

assim como os teus beijos plásticos.

Porque é que não é o suficiente ter o mundo suspenso nas pestanas?

via-me

19 Março 2008

De alguma forma, deslizei sobre mim própria e dobrei-me em aviões de papel. E voei, para longe de mim, o mais longe que pude, o mais perto do sol.
As pessoas sem alma são assim, sussurra-me o arrepio – Uma combinação espontânea entre vazios hiperbolizados por elas próprias.
Quem me dera não estar tão vazia, agora. Quem me dera voltar a mim mesma, caber em mim mesma na medida exacta sem que uma bolsa de ar quente se acumulasse no meu mindinho.
São estes vazios que me agrafam os pés à superfície. São estas poupanças de ar que me transformam naquilo que eu mais temo: em mim.
Porque “os homens caminham sempre para aquilo que mais temem. Serão miseráveis ao procurar afastar-se da miséria”.
Felizes se não pensarem nisso.
E ao arrepio, quem o cala?

9 Março 2008

Lavei as garras de peluche com a tua alma ensaboada,

E brilharam na noite estrelada com batata-frita.