Saudades
26 Abril 2009
Não sei bem do que é que tenho mais saudades, se de quem eu era, de quem estava a minha volta, ou só do tempo em si, um punhado de momentos que navegam ciclicamente dentro de mim. Pergunto-me se esta saudade é o meu desejo de regressar; ou se é simplesmente a natureza da lembrança, a nostalgia. Mas se o fosse, porquê que algumas memórias doem mais que outras, surgem mais que outras, porque é que não as ultrapasso e elas se repetem incansavelmente até me derrotarem?
É irritante. Como se o meu cérebro me violasse a vontade de esquecer, masturbando-me as ideias mais dolorosas. E curiosamente, as que doem mais, são as mais felizes.
Diferente
24 Abril 2009
Tu estás diferente – mas eu não me importo – continuo a gostar de ti.
Expulsaste-me da tua vida, quando eu te disse que o meu amor se transformou.
E sofreste, e choraste, e doeu. E depois esqueceste.
Mas tu nunca gostaste de mim. O amor não se esquece.
Não me venhas dizer agora que é porque estou diferente.
Porque eu nunca vou deixar de gostar de ti. E tu também estás muito diferente.