27 Junho 2009

É um lugar-comum a muitos tempos.

Na verdade, não me parece que tenha sido assim tão grande revolução separar o espaço do tempo. Foi mais uma materialização de uma coisa que já acontecia antes, uma simplificação de um processo mental.

Porque cada pedra da rua é a mesma pedra desde que eu a pisei pela primeira vez. E segunda. E terceira.

Pergunto-me se de todas as vezes deixei lá algo de diferente. Se há uma marca das minhas sucessivas passagens: dos dias em que corri, em que saltei, em que chovia, em que nevava, em que o sol era tórrido e o amor também. E dos outros, de todos os outros. Será que quem passa por ali sabe disso?

Será que quem passou comigo ainda se lembra?

Quem me dera que estejam todos lá. Porque se só existirem na minha cabeça, repetidos e transmutados tantas vezes…

Se só existirem dentro de mim e em mais lado nenhum… como sei que não foram mera imaginação?

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